Por vezes trocamos palavras que,sem darmos por isso, magoam. São palavras atrás de palavras, construindo frases atrás de frases, formando textos que sinto como se me cortassem a alma, sinto-as como facas no meu corpo. Sinto-as como os espinhos de uma rosa que toda a gente deseja mas ninguém é corajoso o suficiente para sentir a dor de a possuir. Leio-as , oiço-as mas não consigo reagir, não viessem elas de ti eu ainda entendia, mas vindo de alguém tão próximo de mim...são intensamente dolorosas. Palavras, antes acariciavam, eram amigas, reconfortavas-me com elas, fazias-me sentir segura e confiante de mim mesma, mostravas-me que a nossa amizade duraria uma vida, tenho-te a perguntar então se a nossa vida já acabou. Não digo que me sinto morta, porque embora sinta a tua ausência sei que estás feliz, e isso faz-me feliz também, faz com que a tua falte não me incomode, faz com que a tua presença deixe de fazer falta, e quem muito se ausenta...já prevemos o fim. Admito que muitas vezes não disse o quanto eras importante e não demonstrei todo o respeito e amizade que tenho dentro de mim dirigido a tua pessoa, mas quando penso e faço um balanço disto tudo, chego a conclusão que demonstrei mais do que vi. Tantas mas tantas vezes que palavras de afecto foram substituídas por desavenças, tantas vezes que o teu tempo não conseguia ter tempo para mim. Neste momento estou a entregar-me ao silêncio, e apenas as teclas do meu computador me entendem e me ouvem. Nada mais será dirigido directamente a ti, pois quem sente falta um dia há-de procurar, e é essa a esperança que tenho, que se sobrepõem a um pensamento racional.
Sinto falta de seres o meu ponto de abrigo, a dor que sentia alucinava-me. Agora vai passando aos poucos. Vou criando o habito de estares ausente. Fazer algo de mim, eu não consegui, eu não soube, aquilo que podia não fiz, não sou nem nunca serei nada, não posso querer ser nada. Mas talvez nada seja tudo, e talvez seja este meu caminho de ser feliz. E passo os dias nesta luta constante de sentimentos, com um sorriso na cara.
Sinto falta de seres o meu ponto de abrigo, a dor que sentia alucinava-me. Agora vai passando aos poucos. Vou criando o habito de estares ausente. Fazer algo de mim, eu não consegui, eu não soube, aquilo que podia não fiz, não sou nem nunca serei nada, não posso querer ser nada. Mas talvez nada seja tudo, e talvez seja este meu caminho de ser feliz. E passo os dias nesta luta constante de sentimentos, com um sorriso na cara.

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